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Cigarrinha do milho preocupa produtores


14/08 1:34 175 visualizações

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Dalbulus maidis está presente em diversas regiões brasileiras

Uma das culturas mais importantes da produção agrícola brasileira vem enfrentando uma praga que tem deixado os produtores apreensivos. A Dalbulus maidis, também conhecida como cigarrinha do milho, é um inseto vetor de doenças, específico da cultura do milho, e muito presente em áreas de cultivo sucessivo do cereal.

Além de causar danos diretos à cultura, essa praga ainda transmite de forma sistemática dois mollicutes (corn stunt spiroplasma – CSS / maize bushy stunt phytoplasma – MBPS) e um vírus (maize rayado fino marafivirus –  MRVF), que são responsáveis por perdas significativas no milho.

O problema começa quando a cigarrinha infectada, ao sugar a planta, transmite algumas doenças que afetam o desenvolvimento do milho. Os primeiros sintomas aparecem nas folhas e logo o desenvolvimento da cultura é interrompido. “As perdas variam e dependem da susceptibilidade das cultivares utilizadas, do patógeno envolvido e das condições ambientais. O problema é que, depois de estabelecida, não é possível controlá-la, ou seja, os produtores precisam eliminar o vetor, que é a cigarrinha”, explica Marco Cunha, gerente de Produtos Inseticida e Fungicida da Ourofino Agrociência.

Cunha explica que o problema vem crescendo em função da expansão da área plantada de milho no país, que conta ainda com uma temperatura propícia para o seu desenvolvimento. Outros fatores, como a utilização de irrigação, permitem a realização de sucessivos cultivos em praticamente todas as regiões, contribuindo para o aumento da incidência da cigarrinha. “O aumento da proliferação do inseto se deve, também, pela disponibilidade de alimento, que se dá, principalmente, pelo cultivo sucessivo de milho e o manejo inadequado de plantas tigueras”.

E engana-se quem pensa que o problema se concentra em uma única área. Luis Henrique Barbosa Kasuya, engenheiro agrônomo e consultor, aponta que as localidades com maior intensidade de enfezamento são o oeste da Bahia e Goiás, sendo que em Mato Grosso, Piauí, Maranhão e Tocantins o vetor já foi encontrado. “A incidência das doenças está associada à alta densidade populacional de insetos infectivos. A cigarrinha é uma praga de difícil controle e seu manejo é de alto custo devido à sua grande mobilidade”, afirma.

Entre as doenças causadas pelas cigarrinhas destacam-se o enfezamento vermelho (causado por fitoplasma), o enfezamento pálido (causado por espiroplasma) e rayado fino (ocasionado por um vírus).

Para dificultar ainda mais o seu manejo, a cigarrinha do milho pode ter até seis gerações em um único ano. Para combatê-la, especialistas recomendam ações como evitar a semeadura de milho próxima à plantas mais velhas, sincronizar a época de plantio na região, realizar rotação de culturas, eliminar plantas voluntárias de milho (tigueras), tratar as sementes com inseticidas para controlar a cigarrinha e, em locais com alta incidência da doença, interromper o cultivo do milho.

“A equipe de pesquisa e desenvolvimento da Ourofino Agrociência vem trabalhando em conjunto com consultores renomados e instituições de pesquisa para poder fazer uma recomendação mais assertiva para o controle da praga. Paralelo a isso, trabalhamos com nossa equipe regulatória para que em um curto espaço de tempo possamos oferecer produtos registrados para o manejo da cigarrinha. Nossos produtos, além de alta eficiência, contarão com toda a tecnologia empregada dentro do novo conceito da empresa, que remete às necessidades da agricultura brasileira”, observa Marco Cunha.

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