Desenvolvimento com DNA brasileiro - Ourofino Agrociência

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Desenvolvimento com DNA brasileiro

A fazenda experimental Ourofino possui mais de mil hectares, com completa estrutura para desenvolver soluções inovadoras que vão direto para o produtor


10/04 12:58 523 visualizações

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Com pouco mais de meia década de história, a Ourofino Agrociência, investe constantemente em pesquisa e alta tecnologia para culturas diversas do país. Para isso, mantém uma fazenda experimental para estudos e desenvolvimento de produtos em Guatapará (SP). O local possui uma área de mais de mil hectares, com completa estrutura para estudo de soluções inovadoras, desenvolvimento de projetos e parcerias, formação de profissionais, além da realização de pesquisas e outras atividades agrícolas.

No início das operações, em 2012, a fazenda experimental já obteve junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a permissão para conduzir os ensaios de pesquisa com defensivos agrícolas. Com o credenciamento, a aptidão da Ourofino foi reconhecida para emitir laudos de praticabilidade agronômica e fitotoxicidade, além de permitir comprovações de eficiência do produto e, assim, obter agilidade nos resultados e para o registro dos defensivos.

No local, são conduzidas atividades e projetos que envolvem a criação, manutenção e utilização de vegetais com finalidade de ensino, pesquisa e desenvolvimento científico. Na área de defensivos agrícolas, são feitos estudos de eficácia para herbicidas, inseticidas, fungicidas e adjuvantes para a emissão desses laudos oficiais, com a finalidade de obter o registro para comercialização.

Estrutura

A estrutura da fazenda experimental foi desenvolvida para suprir todas as necessidades do trabalho de experimentação de fórmulas e conta com laboratório para avaliação, escritório, sala para manipulação e para calibração dos equipamentos de pulverização, local para armazenamento dos produtos comerciais e experimentais e seis casas de vegetação. E é essa estrutura completa, e própria, que torna a fazenda experimental referência entre as existentes no Brasil. “Nas estações experimentais, desenvolvemos todo o portfólio atual e futuro da empresa e promovemos o treinamento de clientes e da equipe comercial. Nos Estados do Paraná e Goiás, também possuímos estações dedicadas a conduzir testes de campo, buscando simular as diferentes condições climáticas do país”, destaca Antonio Nucci, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento.

Entre os diferenciais destes centros de pesquisas estão as equipes técnicas, com mestres e doutores. Elas se unem aos benefícios de obter-se maior nível de controle de todas as atividades feitas à qualidade das informações. Hoje a estrutura permite realizar mais de 500 estudos por ano.

As parcerias, mantidas visando o incremento do agronegócio, agregam pesquisadores da UNESP-Jaboticabal, UNESP-Botucatu, Esalq,Unicamp, IAC – Ribeirão Preto, SGS-Gravena, Herbae, Kasuya BA, Ceres Consultoria MT, Fazu, Fundação MT, entre outras. “O que produzimos na fazenda é uma riqueza de conhecimento que multiplica resultados”, comenta Luciano Galera, Diretor de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento.

Em 2017, a empresa cumpriu um dos desafios: instalar uma nova estufa automatizada na fazenda experimental. Além disso, a Ourofino Agrociência construiu um laboratório de entomologia que ajudará a continuidade dos programas de desenvolvimento de produtos. Nesses processos serão implementados gestão de indicadores, atualização dos procedimentos para a nova regra da ISO 9001 e treinamento dos colaboradores (mão de obra local).

Do campo para a indústria

Localizada em um cinturão químico em Uberaba, no Triângulo Mineiro, a fábrica da Ourofino Agrociência conta com mais de 50 mil m² de área construída, com equipamentos modernos e ambiente automatizado, tornando possível a produção de 120 milhões de litros por ano.

A planta é composta por duas fábricas independentes, sendo uma para a produção de herbicidas e outra destinada a fungicidas, inseticidas, espalhantes adesivos e óleo mineral, o que evita riscos de contaminação cruzada. O processo de produção é altamente automatizado, focado em segurança do trabalho, qualidade dos processos, saúde dos funcionários e cuidado com o meio ambiente.

Recentemente, a empresa inaugurou a planta de Grânulos Dispersíveis em Água (WDG), com aporte de R$ 12 milhões, para a produção de herbicidas.

A nova indústria realiza a mistura, micronização, homogeneização, granulação, secagem, seleção de grânulos e até o envase automatizado das formulações produzidas. “Hoje, temos todas as tecnologias existentes no mercado de defensivos agrícolas disponíveis para fabricação. Com a WDG, oferecemos ao setor as principais soluções da Ourofino Agrociência para a cultura de cana-de-açúcar: Velpar K e Advance”, diz Jair Sunega, diretor Industrial da empresa.

Norival Bonamichi, presidente da Ourofino Agrociência, pontua que todas as plantas do parque fabril da empresa possuem essas características. “A Agrociência ainda é jovem, entretanto, os centros de pesquisas, as estações experimentais e os laboratórios possuem tecnologia de ponta. O mesmo acontece com a fábrica, somos uma das mais modernas indústrias de defensivos agrícolas do mundo. Nascemos grandes e continuamos crescendo”.

Tantos cuidados, estudos e responsabilidade com a agricultura brasileira trazem à Ourofino Agrociência importantes certificações em práticas de fabricação (ISO 9001), gestão ambiental (ISO 14001) e gestão de saúde e segurança do trabalho (OHSAS 18001). Em 2016, a empresa também recebeu uma certificação que atesta a capacitação técnica da equipe de laboratórios para realização de análises, o ISO 17025.